Algumas checagens realizadas pelo "The Guardian", após a cerimônia de posse do presidente norte-americano, demonstrando que as mentiras imperam (como sempre...) nas falas de Trump.
Canal do Panamá
Trump pensa em retomar o Canal, alegando que 38.000 americanos morreram em sua construção e que é a China que opera a estrutura.
Contagens oficiais falam em algo ao redor de 5.600 mortos na construção. Embora os números possam ser superiores, a maior parte das mortes envolveu trabalhadores das ilhas caribenhas, como Antigua, Barbados e Jamaica. Ademais, a administração panamenha nega que a China esteja controlando a operação do Canal. Companhias chinesas de portos controlados por consórcio em Hong Kong, que venceram um leilão em 1997, americanas e taiwanesas operam normalmente no Canal.
Inflação e gastos excessivos
Trump alega que a inflação foi causada por gastos excessivos do Governo e que o país enfrentou inflação recorde, em decorrência também da escalada dos preços de energia.
A inflação norte-americana foi a maior em quarenta anos no verão de 2022 a 9,1%. No entanto, o recorde é de 1920 com 23,7%. Ademais, em dezembro de 2024 o controle já havia sido retomado, com a inflação fechando a 2,9%.
Abrigo a criminosos perigosos
Referindo a imigrantes, Trump disse que os Estados Unidos se transformaram num santuário para criminosos perigosos, muito deles oriundos de “prisões e institutos psiquiátricas".
Ele já fez estas alegações inúmeras vezes sem apresentar qualquer prova ou evidência. Embora algumas cidade americanas tenham recebido um fluxo maior de imigrantes, a grande parte deles chegou de maneira legal com vistos de trabalho ou autorização até que seus casos sejam analisados judicialmente.
No geral, imigrantes cometem menos crimes que americanos natos, de acordo com diversos estudos, incluindo o Instituto Cato, reconhecido entre os meios conservadores.
Como se vê, discurso para sua platéia fascistóide, mas que ganha mais espaço entre os que que entendem poder e força como vias mais céleres e simples para atingirem objetivos nem sempre nobres.